O Palácio Nacional da Ajuda é utilizado para cerimónias oficiais da Presidência da República, albergando simultaneamente outros serviços do Estado, como o Ministério da Cultura, o IGESPAR e o IMC. E apesar de estar aberto ao público como instituição museológica desde 1968, muita gente ignora esta sua dimensão. Poderão, aliás, confirmá-lo com esta visita ao site. Todo o visitante do Palácio Nacional da Ajuda é bem vindo e não poderá sair deste monumento sem levar consigo recordações do que era a vida numa residência real, na segunda metade do séc. XIX. Sairá mais rico, com informações novas e interessantes. O grande “trunfo” deste antigo Paço é ser de facto uma casa, onde a Família Real habitava e recebia os amigos. Ao visitá-lo, apercebemo-nos do que era a sua vida quotidiana, desde as ocupações mais simples, até às grandes recepções que o casal régio promovia. E não nos é difícil imaginar, quer o som das orquestras que davam vida aos bailes de gala que tantas vezes se realizaram, quer as recepções aos ministros e ao corpo diplomático, ou ainda, num registo mais íntimo, fora do protocolo normalmente exigido, as corridas e travessuras com que os Príncipes D. Carlos e D. Afonso animavam a casa. Aqui houve festas de anos, festejava-se o Carnaval e o Natal era passado em família, já com a presença da árvore, uma tradição germânica importada por D. Fernando de Saxe Coburgo e Gotha, pai de D. Luís. Desde a Sala dos Archeiros, por onde o público entra, até à Sala dos Jantares Grandes, no Andar Nobre, há uma sucessão de salas de espera, de estar, quartos de cama e uma salinha para tomar o café e onde D. Luís fumava o seu inseparável charuto. Todo o recheio pertencia à Casa Real, sendo constituído por peças, que vão do séc. XV ao séc. XX, muitas delas adquiridas pelos reis D. Luís e D. Maria Pia. Como o Palácio tem um acervo numeroso e de grande qualidade, seria impossível expor todas as peças no percurso museológico. Criaram-se, portanto, reservas especializadas, onde se guardam a joalharia, a pintura, o mobiliário, a ourivesaria, os têxteis, a cerâmica, entre outras colecções; e montaram-se também oficinas, onde os objectos são tratados por profissionais contratados para o efeito. Sempre que abrimos à noite, acrescenta-se à beleza das salas o brilho dos lustres, e é com muito prazer que os técnicos e voluntários recebem o público para concertos, visitas guiadas, lançamento de livros, conferências, entre outras actividades.  
Neste site pode aproveitar para colher informações que, de outro modo, dificilmente conseguiriamos transmitir, ver algumas peças que estão em reserva e ler artigos que seleccionámos especialmente para si.  Julgamos que esta amostra irá aguçar a curiosidade dos visitantes, que virão ao Palácio Nacional da Ajuda sentir a  história e ver com os próprios olhos toda a  beleza que as salas nos transmitem.Contamos convosco e com toda a vossa família.

Até sempre.
Isabel da Silveira Godinho